24 de janeiro de 2015

Sem receitas.




Eu já cheguei a sentir falta do martírio que era conquistar o minimo de atenção, de esperar por dias uma ligação, de conversar com todos os meus amigos sobre uma aflição infinita, de virar noites ouvindo musicas até que o sono chegasse, mas quem nunca?  Logo, você não sente mais borboletas no estomago, nem uma obsessão de 24 horas por dia, nem coloca seu relacionamento na frente de todos os seus planos, por que talvez você tenha crescido menina, ou talvez você só tenha desacelerado. Quem sabe  tenha aprendido que o amor é tão calmo quanto a brisa que beija seu rosto agora.

O amor é paciente, e para ele não existe receita de bolo, sempre achará um meio de nos encontrar.Cada amor do seu jeitinho, intenso como o namoro de dois adolescentes ou companheiro como o casamento dos nosso avós. Não adianta usar termômetro para saber quem gosta mais, quem cede menos, quem briga mais, quem chora menos. Ao final da noite, após terem feito amor, você os encontrará deitados um ao lado do outro, afônicos e satisfeitos. 

Então menina, após caminhos tortuosos, agradeça o amor leve, que senta em frente a você e aproveita a minima distração para observar seu sorriso, feito bobo, que lê todos seus textos e internaliza o que cada um quer dizer, mesmo que eles não digam nada, que promete ser seu companheiro para todas as horas, e mesmo não sendo, você não se aborrece, que se faz cúmplice, amigo e ouvinte. Esse sempre encontrará um meio termo entre o café com leite e o suco sem açúcar, por que mesmo sendo feijão e arroz, ainda seremos a melhor combinação.

Um comentário:

Cibele Oliveira disse...

Jel, pessoa linda, que post bonito!
E reflete muito você! Me lembro das nossas conversas, dos seus medos e anseios e me alegro em ver o quanto você se fortaleceu e encontrou coragem dentro de si.
Você escreve coisas lindas, porque são espontâneas.
Estarei sempre aqui, dando uma olhadinha no que vc escreve, porque me agrada muito.
Parabéns!
Bju bju!